Câmara dos Deputados – Projeto que proíbe reajuste da gasolina e do gás acima da inflação será apreciado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços

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Câmara dos Deputados – Projeto que proíbe reajuste da gasolina e do gás acima da inflação será apreciado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços

O autor da matéria é o deputado federal Marco Maia. Com as novas regras de reajustes de preços adotadas pela nova direção da Petrobrás, têm ocorrido reajustes frequentes nos preços dos combustíveis automotivos e no gás de cozinha, que chegam às vezes, a serem feitos duas ou três vezes por semana.

 

O Projeto de Lei (PL 9187/2017) foi apresentado para a Câmara dos Deputados no último dia 28 e, segundo a matéria, ficam os reajustes de preços dos combustíveis automotivos e do gás de cozinha limitados, em todo o território nacional, aos índices inflacionários medidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PL será apreciado pelas Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, Minas e Energia e pela Constituição e Justiça e de Cidadania, que vai aprovar ou não o pedido do deputado.

Com o reajuste de 8,9% anunciado nesta segunda-feira (04), o preço do gás de cozinha (GLP) para uso residencial nas refinarias soma alta de 64,9% em 2017, segundo dados da Petrobras. A empresa aumentará o valor cobrado dos distribuidores a partir de terça-feira. Este é o segundo aumento do tipo em um mês. No ano, foram oito reajustes, sendo que sete deles foram de alta.

As novas regras de reajustes de preços adotadas pela nova direção da Petrobras também têm influenciado os preços dos combustíveis automotivos, que chegam às vezes, a serem feitos duas ou três vezes por semana, em uma atitude claramente desrespeitosa aos consumidores, apenas com o intuito de atender as conveniências e manter o bom fluxo de caixa da empresa, em detrimento dos direitos dos consumidores a um produto não só de boa qualidade, mas também obtido a preços acessíveis a todos.

“Esses reajustes frequentes são um absurdo. Afetam a vida das pessoas que veem reduzidas a sua renda e, é sempre bom lembrar que quando a Presidenta Dilma sofreu o golpe, a gasolina custava em média R$ 2,80 e o gás de cozinha R$ 35,00, hoje, a gasolina é encontrada a R$ 4,50 e o gás de cozinha a R$ 90,00 o botijão. Enganam-se aqueles que acreditam que subir de forma abusiva o preço dos combustíveis estão contribuindo para a saúde da economia brasileira, ao contrário, ao subir o preço dos combustíveis também sobe o frete, os custos de produção e em consequência o valor dos produtos básicos a sobrevivência das famílias brasileiras”.

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